Hiperplasia Fibrosa Inflamatória como Consequência da Esfoliação Dentária: Relato de Caso
DOI:
https://doi.org/10.21270/archi.v14i5.6595Palavras-chave:
Cirurgia Bucal, Dente Decíduo, Hiperplasia, OdontopediatriaResumo
A hiperplasia fibrosa inflamatória é uma lesão benigna que se desenvolve como resposta do tecido conjuntivo a estímulos crônicos, como traumas ou irritações. O tratamento mais indicado é a eliminação do agente causador do trauma, seguida da remoção cirúrgica da lesão. Este estudo teve como objetivo relatar um caso de hiperplasia fibrosa inflamatória resultante de um trauma crônico de baixa intensidade gerado pela rizólise do dente 61. Paciente, do sexo feminino, 6 anos de idade, compareceu a Clínica de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Araçatuba - FOA-Unesp, queixando-se de uma lesão na região dos incisivos centrais superiores. Após anamnese e exame físico intraoral, foi constatado aumento tecidual nodular na região do dente 61. A conduta clínica consistiu na exodontia do dente 61 para remover o fator irritante e na excisão cirúrgica da lesão. O material da biópsia foi enviado para exame histopatológico, que confirmou o diagnóstico de hiperplasia fibrosa inflamatória. Após 7 dias de acompanhamento clínico, observou-se boa cicatrização e em proservação clínica de 12 meses não foram observados sinais de recidiva. A baixa prevalência dessa condição em crianças destaca a importância de considerar o mal posicionamento dos dentes, que pode causar traumas repetidos na mucosa, além de fragmentos de raízes e diastemas, como fatores etiológicos para a hiperplasia fibrosa inflamatória. O cirurgião-dentista deve estar atento a lesões com características clínicas semelhantes, realizando diagnósticos diferenciais para alcançar tratamento precoce e eficaz.
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